sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Remistas farão passeata por Diretas Já no domingo


Torcedores do Clube do Remo vão fazer uma manifestação na manhã deste domingo (21), quando exigirão eleições diretas para a direção da agremiação. Sob o lema ‘Remocracia: Diretas Já’, o protesto está sendo organizado pelo grupo ‘O Remo é Meu’. A expectativa é de que 2 mil pessoas integrem a carreata.
Os remistas sairão às 10h da escadinha da Estação das Docas até a sede social do Leão, localizada na avenida Nazaré, onde um grupo de conselheiros do Remo vai receber os manifestantes.
O remista Andre Anaisse, um dos organizadores da mobilização, acredita que a ação pode pressionar os conselheiros a aprovar as eleições diretas no clube.
“Vamos entregar um abaixo-assinado com cerca de 5 mil assinaturas para um grupo de conselheiros ao chegarmos a sede. Queremos chamar a atenção da opinião pública e da imprensa para as eleições diretas no clube”, confirma.
Anaisse também contou à reportagem do DOL que a movimentação feita por seu grupo já tem gerado efeito nos bastidores remistas.  Além dos torcedores comuns, devem participar da passeata ex-dirigentes e ex-jogadores do Leão.

Fonte: Diário do Pará

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Rock Rio Guamá 2012 , dias 8 e 09 de novembro, confira a programação.


A Programação do Rock Rio Guamá 2012 ainda não está totalmente completa mas a produção do festival irá postando aqui as novidades sobre a programação completa desta edição do festival.


PROGRAMAÇÃO ROCK RIO GUAMÁ 2012

Pré-Festival
II Seminário de Cultura Universitária na UFPA
Data: 25.10.2012
Local: Auditório Setorial Básico I

Programação
Abertura:(9h)
PROEX (Pró-reitor Fernando), DCE (Rodrigo Queiroz) e Coletivo Sala Livre (Leonardo Vitor) – 3min para cada.

1º Tema: As políticas públicas da Universidade para o desenvolvimento da Cultura. (10h10) Mediador: Vânia
Politicas Pública Cultural Nacional, Estadual e Municipal - MINC – Délcio - 10min.
Politicas pública Cultural na Universidade – Pró Reitor de Extensão – Fernando - 10min
Apresentação das ações do ICA – Prof. Celson - 10min
Representante do DCE – 10 min.
Debate Com Sistematização de Propostas (11h)
Tempo de Duração: 40 min.

2º Tema: A experiência de grupos, coletivos e entidades nas praticas culturais (na UFPA e no mercado). (14h) Mediador: Leonardo Vitor
Garfo e Faca (artes visuais) – Lucas – 10min;
Sala Livre (Pesquisa e produção) – Michel – 10min;
Grupo de Teatro e Dança Universitário – Barbara Dias – 10min;
AJCCPA (Associação de Jovens Críticos de Cinema Paraense) - 10min.
Debate Com Sistematização de propostas (15h)
Tempo de Duração: 40 min.

Deliberações 16h às 18h
Apresentação das deliberações do I Seminário de Cultura Universitária na UFPA - DCE
Deliberações para o II Seminário de Cultura Universitária na UFPA

Cultural de Encerramento.


Oficinas
Oficina de Registro Audiovisual (Facilitador: Matheus Moura - Coletivo Garfo e Faca)
Data: 07 e 08/11
Local: Infocentro do DCE
Hora:14h

Oficina de Elaboração de Projetos Culturais / Editais PROEX (Facilitadores: Vânia Nogueira / Luciane Bessa)
Data: 22 e 23/10
Local: Infocentro DCE
Hora: 14h

Mostra Audiovisual
Local, Data e Horários ainda a serem confirmados

Festival
Palco Principal
Data: 08/11
Local: Estacionamento do Vadião
Hora: 17h às 23h45
Atrações Confirmadas: Joá, Marcel Barreto e Molho Negro

Dia 09/11
Local: Estacionamento do Vadião
Hora: 17h às 23h45
Atrações Confirmadas: Avens, Delinquentes e Baixo Calão

Capela Ecumênica
Dia 08/11
Batalha de MC
Street Dance
Grafitagem
Discotecagem
Trançadeiras

Dia 09/11
Discotecagem: Dance Like Hell / Se Rassgum / Yep / Pogobool

Espaço Lounge
Maha Mantra
Batucada do Par do Parque
Feirinha

Médicos da rede municipal paralisam atividades


Anestesiologistas reivindicam pagamento de salários atrasados

Os médicos anestesiologistas que atendem a rede municipal de saúde de Belém suspenderam as atividades na manhã desta segunda-feira (1º) em todos os hospitais que têm convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde). Os profissionais só atendem os casos de urgência e emergências nesses hospitais. Além das péssimas condições de trabalho, os anestesiologistas ligados à Coopanest (Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas no Estado do Pará) alegam que estão com os salários atrasados desde junho.
'A Sesma não está honrando o nosso contrato e já tomamos algumas providências, como procurar o Ministério Público Estadual e o Federal e entrar com uma ação na Justiça para que o município nos pague logo', explicou ao Portal ORM o médico Luís Paulo Mesquita, diretor-presidente da Coopanest. Ainda de acordo com Mesquita, a categoria também já suspendeu o atendimento nos prontos-socorros da Travessa 14 de Março, do bairro Guamá e do distrito de Mosqueiro.
'Não vamos trabalhar, porque os hospitais não oferecem condições para isso, os equipamentos existentes não funcionam adequadamente. A mais prejudicada nisso tudo acaba sendo a população', desabafa.
Em nota enviada da Sesma (Secretaria Municipal de Saúde) informou que 'está trabalhando da melhor forma, recebendo as reivindicações da Sociedade Paraense de Anestesiologistas, para que o problema da paralisação seja resolvido o mais rápido possível'.
A Secretaria disse ainda que todas as denúncias apresentadas pela Sociedade sobre equipamentos parados no Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti (Umarizal), não procedem e que enviará fotos e relatórios para a Sociedade e o Conselho Regional de Medicina comprovando o funcionamento de todos os equipamentos.
Apenas no mês de setembro, segundo a Sesma, mais de 100 procedimentos cirúrgicos foram realizados no PSM do Umarizal. A Sesma ressaltou que tem interesse em refazer o contrato de prestação de serviços com a categoria, vencido no último dia 16 de setembro, mas que até o momento a Sociedade ainda não enviou documentos para a renovação do mesmo.

Fonte Portal ORM

Intervenção urbana defende: não jogue seu voto no lixo!


Diferente das eleições de 2006, quando a MTV fez uma campanha pelo voto nulo, hoje todos, inclusive a própria MTV, reconhecem a importância do voto consciente. Nesse clima surgiu o projeto Brasileiro Anônimo, um movimento que tem como objetivo disseminar o voto consciente. O grupo desenvolveu uma intervenção urbana em São Paulo espalhando urnas eleitorais feitas de papel em lixeiras com os dizeres: ‘Dessa vez, vote no Brasil. Não coloque seu voto no lixo’. 


"Apesar de sua simplicidade, a ação ‘Urna Anônima’ tem como essência o resgate de uma discussão da qual teimamos desviar. Vivemos em uma era em que saber a escalação do time de futebol do coração ou quem ganhou o último grande reality show assume maior importância do que a lembrança que temos do vereador em quem votamos na eleição passada. Como também deixamos de lado as suas antigas propostas, de fiscalizar o que ele de fato fez e deixou de fazer e até mesmo se ele está no mesmo partido de quatro anos atrás", diz o texto no site do projeto.



"Também pretendemos estabelecer dinâmicas de monitoramento para, através das redes sociais, conseguirmos fiscalizar os nossos candidatos eleitos e não somente monitorar o que nossos amigos e marcas prediletas têm a nos mostrar", propõe o projeto, "Você tem que admitir que o problema também é seu".

Faça parte e imprima a sua 'urna anônima'!
Download da Urna: http://migre.me/aG1Nr (File - download)

Confira as fotos do projeto:







Saiba mais aqui.


Fonte: Vermelho

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Moradores fecham Augusto Montenegro por 4 horas



Moradores fecham Augusto Montenegro por 4 horas (Foto: Celso Rodrigues)
(Foto: Celso Rodrigues)
Moradores das comunidades Riso e Recanto Verde, no bairro Parque Guajará, distrito de Icoaraci, fecharam ontem a rodovia Augusto Montenegro por quatro horas. A população denuncia o descaso da prefeitura e governo do estado pela falta de saneamento, asfalto, segurança e saúde precária nas unidades. O protesto, que começou por volta das 16h30, provocou engarrafamento quilométrico nos dois sentidos da rodovia. 
Com pneus, pedaços de paus e galhos de árvores, eles chamaram a atenção para as péssimas condições em que vivem naquelas comunidades. “Essa já é a segunda vez que fechamos aqui. Não tem limpeza, é só buraco. O acesso da polícia nas ruas é muito difícil, por isso constantemente somos vítimas de assalto, estupro e até mortes já testemunhamos”, reclamou Ana Carla Silva, moradora há mais de 20 anos da comunidade do Riso.
“Até a ambulância para chegar e socorrer alguém não consegue, nem sequer motocicleta consegue entrar nas ruas. Estamos cansados de só ouvir promessas, queremos atitude do governo. Aqui não tem ladrão, todos são pais e mães de família que pagamos até IPTU em dia”, disse Socorro dos Santos, moradora do Recanto Verde. “Se nosso pedido não for atendido, iremos fechar novamente na sexta-feira até sermos ouvidos pelas autoridades”, ameaçaram.
Somente com a ação do Corpo de Bombeiros e apoio da tropa de choque da Polícia Militar, a manifestação terminou com a liberação parcial da via, às 21h.
Para o tenente João, da tropa de Choque da PM, o protesto foi considerado tranquilo. “Apesar da demora dos manifestantes, a população soube reivindicar suas insatisfações. Alguns moradores estão até nos ajudando a limpar a rua e liberar com mais rapidez a rodovia”, comentou.
Fonte:(Diário do Pará)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Amazônia Doc 4 desembarca em Belém, confira a programação.




Com uma versão mais compacta, o Festival Pan Amazônico de Cinema - Amazônia Doc 4 desembarca em Belém no próximo dia 22 de setembro em novos espaços: Estação das Docas, Instituto de Artes do Pará e Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Este ano, a quarta edição do festival integra a programação da Feira Pan Amazônica do Livro. Ao todo, o Amazônia Doc vem com três mostras simultâneas, além da realização de oficinas de microdocumentários em mídias móveis no decorrer da feira. Tudo com entrada franca.
A sessão de abertura ocorre às 19h30 com o lançamento nacional do curta “Juliana contra do Jambeiro do Diabo pelo coração de João Batista”, de Roger Elarrat, no Cine Estação das Docas. Em seguida, haverá a exibição do documentário “Carta para o futuro”, de Renato Martins. O local vai abrigar os filmes da Mostra Competitiva com títulos do Brasil, Peru, Chile e Uruguai.
O evento segue até 30 de setembro, tem patrocínio do Governo do Estado do Pará e apoio cultural do Colégio Ideal. E paralelamente à Mostra Competitiva, o festival celebra o centenário de Nelson Rodrigues com a Mostra Rodrigueana de Cinema, que será realizada no Cineclube Alexandrino Moreira, no auditório do Instituto de Artes do Pará (IAP). Já o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia recebe a Mostra de Cinema Português, com obras cedidas pelo consulado português em Belém, por meio do Instituto Camões. A curadoria do festival é de Zienhe Castro, diretora-geral do Amazônia Doc, Manoel Leite Jr, do Colégio Ideal; e Marco Antônio Moreira, presidente da Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA).
No dia 30, durante a sessão de encerramento duas sessões especiais de pré-lançamento serão realizadas na Estação das Docas, às 19h. Uma do curta-metragem “Certeza”, filme de Pedro Tobias vencedor do Edital Ideal de Curta-Metragem; e a outra de “Ervas e Saberes da Floresta”, de Zienhe Castro. Depois das pré-estreias, o público poderá conferir os filmes vencedores da mostra competitiva 2012 do Amazônia Doc 4.
Oficinas
De 25 a 27 de setembro, Gilberto Mendonça, Filipe Parolin, Leo Chermont e Zienhe Castro ministram a oficina de microdocumentário em Mídia Moveis, na sala multiuso 7 do Hangar. A oficina vai abordar todo processo de construção e captação e finalização de um microdocumentário de até um minuto, com câmeras de diversos formatos, desde DSLR , câmera de celular e câmera digital fotográfica. Será montada uma miniprodutora para realizar todo o processo de captação até a montagem.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
Mostra Competitiva Pan-Amazônica 2012
Cine Estação das Docas - Teatro Maria Sylvia Nunes
• Sessão de Abertura - 22/09 – Sábado

19h e 30m – LANÇAMENTO NACIONAL
Juliana contra o jambeiro do diabo pelo coração de João BatistaDiretor: Roger Elarrat – Brasil/PA - 2011 - Ficção ,Curta, 22’

20h 
Carta Para o Futuro 

Dir: Renato Martins – Brasil/RJ/2011, Doc. Longa,70’

• 23/09 – domingo

19h e 30m
Pinball 
Diretor: Ruy Veridiano – Brasil/SP/2010 - Ficção Curta/17’

Céu, Inferno e Outras partes do corpo 
Diretor: Rodrigo John – Brasil/RS/2011 -Animação, Curta,7’

20h
A alegria 
Diretores: Felipe Bragança e Marina Meliande – Brasil/RJ/2010 – Ficção, Longa,100’

• 24/09 – segunda-feira
19h e 30m
Gaveta 
Diretor: Richard Tavares – Brasil/RS/2010, Ficção,Curta 8’
20h
Malditos cartunistas 
Diretor: Cavi Borges – Brasil/RJ/2010 – Doc. Longa,90’
25/09 – terça-feira
19h e 30m
Regresso 
Diretor: Jano Burmester – Lima/Peru/2010 Ficção, Curta/18’
20h
À margem do Xingu 
Diretora: Dàmia Puig Auge – Brasil/SP/2010 - Doc. Longa, 88’

• 26/09 – quarta-feira
19h e 30m
Paraíso Terrenal 
Diretor: Tomás Welss – ,Chile/Santiago,2010 – Animação, Curta17’
20h
Avenida Brasília Formosa 
Diretor: Gabriel Mascaro – Brasil/PE/2010 - Doc. Longa, 84’

• 27/09 - quinta-feira
19h e 30m
Estação 
Diretora: Márcia Faria – Brasil/SP/2010 - Ficção,Curta/15’

20h
The sand and the rain 
Diretores: Diana Rico e Richard Decaillet – Bogotá/Colombia/2009 - Doc. Longa,82’


• 28/09 - sexta-feira
19h e 30m
Pcycle 
Diretores: Lucas Margutti e Yan Saldanha – Brasil/RJ/2011 - Ficção, Curta/10’
20h
Ojos bien abiertos 
Diretor: Gonzalo Arijón - Uruguai/2009 – Doc. Longa,110’

• 29/09 - sábado
19h
Um dia com Frederico Morais 
Diretor: Guilherme Coelho – Brasil/RJ/2011- Doc. Longa, 60’
20h e 30m LANÇAMENTO NACIONAL
Das Barrancas do Rio Cariá 
Diretor: Chico Carneiro – Brasil/PA/2011 - Doc, Longa/66’

SESSÃO DE ENCERRAMENTO
• 30/09 – domingo 
19h
Sessão especial de pré-lançamento dos curtas paraenses:
CERTEZA de Pedro Tobias e
ERVAS E SABERES DA FLORESTA de Zienhe Castro 

20h e 30m
Filmes Vencedores da Mostra Competitiva Amazônia Doc. 4

• • • • • • 
• Mostra Rodrigueana de Cinema •
Local: Cineclube Alexandrino Moreira
22/09 – sábado
19h – “A Falecida" (1965). Dir. Leon Hirszman
23/09 – domingo
19h - "Toda Nudez Será Castigada" (1972). Dir. Arnaldo Jabor
24/09 – segunda-feira
19h - "O Casamento" (1975). Dir. Arnaldo Jabor
25/09 – terça-feira
19h - "Beijo no Asfalto" (1981). Dir. Bruno Barreto
26/09 – quarta-feira
19h - "Engraçadinha" (1981). Dir. Haroldo Marinho Barbosa
27/09 - quinta-feira
19h – “A Vida Como Ela É” (1996) Dir. Daniel Filho. Episódios “O Anjo” e “O Decote”
28/09 - sexta-feira
19h - "Engraçadinha - Seus Amores e Seus Pecados" (1995). Dir. Carlos Manga, Denise
Saraceni e João Henrique Jardim. Episódio 1 - "Só Conhece o Amor Quem Possui a Cunhada Impossível”
29/09 - sábado
19h - "Gêmeas" (2000). Dir. Andrucha Waddington.

• Mostra Cinema Português*
 •
Local: Cine/Sala Hangar Centro de Convenções
22/09 – sábado
18h -“Os Mistérios de Lisboa”, Dir. José Fonseca e Costa,Documentário, 2009, 69’
20h - “Cinco dias, cinco noites” Dir. José Fonseca e Costa, Policial, 1996, 100’
23/09 – domingo
18h - “A Costa dos Murmúrios” Dir. Margarida Cardoso, Drama, 2004, 120’
20h - “Crônica dos Bons Malandros” Dir. Fernando Lope, Comédia, 1984, 79’
24/09 – segunda-feira
18h – “Agostinho da Silva – Um pensamento vivo”, Dir. João Rodrigo Mattos, Documentário,
2006, 80’
20h - “O Delfim” Dir. Fernando Lopes, Drama, 2002, 83’
25/09 – terça-feira
18h - “100 Anos a propósito de Agostinho da Silva” Dir. João Rodrigo Mattos,
Documentário, 2006, 95’
20h - “Palavra e Utopia” Dir. Manoel de Oliveira, Drama, 2000, 130’
26/09 – quarta-feira
18h - “O Fascínio” Dir. José Fonseca e Costa, Drama, 2003, 110’
20h – Saudade Sábia , Dir. Yolanda Costa e Lilian Norat, documentário, 2008,52’
21h – Sementes de Ouro Negro, Dir. José Borges, documentário/ficção, 2009, 54’

27/09 - quinta-feira
18h - “Os Imortais” Dir. António Pedro Vasconcelos, Ação, 2003, 130’
*Filmes cedidos pelo Consulado Português em Belém do Pará por meio do Instituto Camões
Mais Informações 91 4009-8745

Mulheres Documentário Musical



O Show MULHERES apresentado em Outubro de 2005 no Teatro do Centur, que reuniu em um mesmo palco as cantoras Alba Maria, Andrea Pinheiro, Any Lima, Gláfira Lobo, Karina Ninni, Lia Sophia, Maria Lidia e Simone Almeida, além da saudosa Leila Chavantes, já falecida, é o principal elemento de costura do DVD MULHERES DOCUMENTÁRIO MUSICAL produzido e dirigido pela jornalista Márcia Freitas.
Ao recuperar uma edição histórica, que ficou sob guarda do editor Jorge Barboza, do memorável show, Marcinha Freitas idealizou o Projeto do Documentário que fala prioritariamente do cenário de Música Popular Brasileira feita no Pará.  São cerca  de cinqüenta depoimentos de   personalidades destacadas em nosso meio musical  falando sobre os vários aspectos que envolvem a cadeira produtiva da música  – desde o processo de criação até a divulgação e comercialização com destaque para  dificuldades e perspectivas . 
Estão presentes no DVD,  que tem duração de um longa metragem, alguns compositores renomados como Paulo André Barata, Nilson Chaves, Walter Freitas, Floriano, Pedrinho Callado, Marcelo Sirotheau,Vicente Malheiros, João de Jesus Paes Loureiro, Dudu Neves, Pedrinho Cavalero, Jorge Andrade, Adilson Alcantara, Marcos Campelo, Renato Torres dentre outros. Também gravaram depoimentos  técnicos, produtores e músicos do porte de Luiz Pardal, Paulo José Campos de Melo, Bob Freitas e Adelbert Carneiro. As jornalistas Ursula Vidal e Heloisa Huhn juntamente com Tito Barata e Edgar Augusto  e os cantores Olivar Barreto e Julio Freitas integram o time de celebridades locais que nos dizem o que pensam sobre a diversidade dessa produção musical do Pará.
A avant premier será no Espaço Cultural SESC BOULEVARD às sete da noite e promete reunir a nata dos artistas de nossa cidade. A entrada é franca. Basta chegar cedo e pegar o seu lugar.
, que chega ao público no próximo dia 25 de setembro, com Avant Premier às 19h no Espaço Cultural SESC BOULEVARD.

Centro Cultural SESC Boulevard
Av. Boulevard Castilho França,  522/523
Dia 25 de setembro (terça-feira), às 19h
Informações: 91 3224-5305
sescboulevard@pa.sesc.com.br
www.sesc-pa.com.br
Contatos: Márcia Freitas 91 8123-2866 | 8135-7979)

Entrada Franca
.

Processo Seletivo para as Oficinas de Música




A Escola de Música da UFPA informa que estão abertas as inscrições ao Processo Seletivo para o preenchimento de vagas nas Oficinas Livres de Música.
As inscrições serão realizadas na própria Escola, sito à Trav. Padre Prudêncio nº 220, das 09h às 12h e das 14h às 17h, no período de 25 a 26 de setembro de 2012.

Para mais informações acesse o edital abaixo:

Edital 008/2012 (Download)

Seminário desvenda as nuances das artes circenses


O I Seminário de Pesquisas em Artes Circenses, que começa nesta segunda-feira, 24, e segue até domingo, 30, é uma realização do Grupo de Pesquisadores em Artes Cênicas da Amazônia e da Produtora Circense Vida de Circo, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Artes, do Instituto de Ciências da Arte (PPGARTES/ICA), e da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA), em parceira com a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Fundação Cultural Tancredo Neves.
Os objetivos do evento, de acordo com a organizadora do Seminário, Virgínia Abasto, mestranda do PPGARTES/ICA, são “primeiramente, estimular e divulgar as pesquisas nas áreas circenses e despertar para a importância da preservação desta arte, que é o circo”. Ela espera também que o Seminário estimule um maior número de pesquisadores a fazer estudos nesta área, pois “ainda não temos muitas pesquisas sobre as artes circenses e os estudos sobre o circo não se limitam apenas à parte física dos atletas, mas também podem ser estudadas pela Antropologia, História, Nutrição, Arquitetura e por diversas áreas.”
Programação – Além dos professores dos Programas de Graduação e Pós-Graduação da UFPA, o Seminário terá dois pesquisadores convidados. O professor doutor Mário Bolognesi, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), ministrará a oficina de Pesquisa em Circo, entre os dias 27 e 29 de setembro. E a professora Sara Krumm, que ensina acrobacias aéreas na Argentina, ministrará  Diálogos Acrobáticos para artistas experientes, de 24 a 28 do mesmo mês. Além das oficinas, o Seminário terá mesas-redondas, palestras, exibição de filmes, debates, comunicações orais e apresentações artísticas. Toda a programação é gratuita. A programação ocorre no auditório da Escola de Teatro e Dança da UFPA.
Inscrições – As inscrições para as oficinas do professor Mário Bolognesi, da professora Sara Krumm e para as comunicações orais  já estão encerradas. Mas, segundo Vírginia, “é bom garantir a vaga se inscrevendo como ouvinte, no site do evento. Porém as pessoas poderão fazer as inscrições na hora da abertura, no dia 24. E vai ser uma ótima oportunidade para conhecer mais sobre as artes circenses e até tê-las como campo de estudo.”
Dentro da programação, haverá apresentações gratuitas, na quinta-feira, 27, às 20h, no “Palhaçadas de Quinta”, e no Domingo, 30, às 9h, no “No olho da rua!”, ambos eventos na Praça da República, em Belém.
Serviço:
I Seminário de Pesquisas em Artes Circenses
Data: 24 a 30 de setembro de 2012
Horario: 14 às 17h
Local: Auditório da Escola de Teatro e Dança da UFPA, na rua Dom Romualdo de Seixas, 820, esquina com a Jerônimo Pimentel, Umarizal, Belém.
Para mais informações e se inscrever como ouvinte, acesse o site do Seminário.

Texto: Carlos Fernando Pinheiro – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Alexandre Moraes
Arte: Divulgação / evento

Denúncias de tortura poderão ser feitas no Disque 100


A partir de janeiro de 2013, o Disque 100 também irá registrar casos e orientar vítimas de tortura. O serviço telefônico da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República foi criado para receber denúncias de crimes e violações dos direitos humanos.



De acordo com dados da secretaria, entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012, 1.007 queixas de tortura foram anotadas pelo sistema que hoje tem módulos específicos para registro de violações de direitos de crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, grupos LGBT (lésbica, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e pessoas que vivem nas ruas. A maioria dos casos de tortura (65%) é de pessoas presas em cadeia pública, delegacia de polícia e presídio (mais de 48%).

A ocorrência da tortura em dependências policiais ou presidiárias dificulta as denúncias. Segundo a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, sete de cada dez denúncias foram anônimas. “Essas pessoas não apresentaram identidade porque temem represália. Em geral, estão denunciando agentes que deveriam cumprir a lei”, assinala.

Para José de Jesus Filho, da Pastoral Carcerária (ligada à Igreja Católica), presos torturados e parentes não têm canal para denunciar. “Hoje tem que contar com a sorte. Não existe mecanismo para mostrar essa situação”, salientou. Segundo ele, além da condição prisional, os detentos são vítimas de violência por causa da origem social.“É uma tortura dirigida aos estratos mais baixos. Existe uma concepção de que há uma camada da população brasileira que é torturável.”

De acordo com Jesus Filho, muitos gestores da segurança pública, promotores e juízes toleram que casos de indisciplina e ilegalidades nas prisões tratados com tortura sejam vistos como forma de castigo. “A tortura conta com a conivência. A tendência é que o juiz ou promotor resistam a processar um agente público ou da polícia [acusados de tortura]. Nós já ouvimos desembargador dizer 'eu dou valor absoluto a um policial e não dou valor a bandido'”.

A decisão do Disque 100 de registrar casos de torturas em prisões acontece uma semana depois do Brasil ter acatado sugestões do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) sobre o sistema prisional brasileiro. Em visita ao Brasil no ano passado, o órgão da ONU identificou a existência de tortura e péssimas condições nos presídios do país.

“O Brasil se notabiliza por não aceitar a tortura ou qualquer violação dos direitos humanos. A marca do país não é das violações, mas de indignação a cada violação. Nós estamos agindo diante dela”, disse Maria do Rosário à Agência Brasil ao admitir que a violação de direitos humanos “talvez tenha sido naturalizada nas instituições fechadas”, acrescentou ao sair de reunião com Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, em Brasília.

Segundo ela, o fenômeno ainda guarda relação com práticas da época da ditadura militar. “Há uma cultura nas instituições brasileiras que foi formada ao longo do tempo e que tem no epicentro da formação cultural manuais nefastos e perversos que foram lançados na preparação de agentes policiais para orientar como torturar para [obter] delação da resistência.”

Fonte: Agência Brasil (texto e foto)

Nando Reis lança novo disco: Sei, o primeiro independente


Depois de quase uma década e cinco discos, no segundo semestre de 2011 a gravadora Universal informou a Nando Reis que seu contrato não seria renovado. Após 28 anos ligado às majors (o primeiro contrato, com os Titãs, foi assinado em 1984), o ruivo, hoje com 49 anos, viu-se um pouco sem chão. Frustrado com a mecânica das gravadoras, o músico seguiu em frente e lança hoje (24) o primeiro disco independente da carreira: Sei, repleto de participações epeciais e gravado em Seatle, nos EUA.




"É claro que fiquei frustrado", admite ele. "Se meus discos não vendiam bem, será que é só por culpa minha? Eu faço música, e acho que faço bem; quem vende discos é a gravadora."

Enquanto seguia na estrada com o Bailão do ruivão — disco de regravações como Whisky a-go-go, do Roupa Nova, Muito estranho, de Dalto, e Gostava tanto de você, de Tim Maia, lançado em 2010 —, Nando pensava em seu próximo passo.

"Passei os anos de 2009 e 2010 sem nenhuma inspiração para compor", admite. "Foi ótimo fazer um projeto como o Bailão, que eu acalentava há muito tempo, mas realmente não estava saindo nada. Aí, de repente, a torneira abriu, e as canções começaram a sair. Tive algumas propostas de gravadoras, mas resolvi fazer tudo por conta própria. Há várias coisas que não entendo na mecânica das companhias, como a margem de lucro, com discos a R$ 30, que um ano depois custam R$ 5. E ainda me propuseram o tal contrato de 360 graus, segundo o qual eles também passam a ganhar dinheiro com o meu show... Deixei pra lá".

O projeto de um disco com Samuel Rosa, cantor do Skank, foi adiado, e Nando teve a ideia de se unir novamente a um velho colaborador: o produtor americano Jack Endino, que tem no currículo praticamente todos os grandes nomes do grunge, como Nirvana, Soundgarden e Mudhoney, como engenheiro de gravação, e que produziu os Titãs em seu passeio por aquele tipo de som, o furiosoTitanomaquia, de 1993.

"Eu sempre gostei de sair de São Paulo para gravar", conta ele. "Lá, não consigo me desligar, mergulhar na música, nos ensaios, no processo de gravação. Gravar um disco é como ir para Plutão. E queria muito levar os meninos da banda a Seattle, o Diogo (Gameiro, baterista) e o Cambraia (Felipe, baixista). Pensei no Jack também porque os meus últimos discos foram produzidos pelo Carlos Pontual, que era meu guitarrista, e não está mais na banda. Trabalhar com Jack é uma maravilha: ele faz tudo sozinho, liga os cabos, afina os instrumentos... Sei foi o meu sexto disco produzido por ele, e gravar é a coisa que mais gosto de fazer.

Banda começou nos EUA, há 12 anos

O tecladista Alex Veley e o guitarrista Walter Villaça já estavam na banda quando Nando gravou Para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro, lá mesmo em Seattle, em 2000. O americano Alex já estava na mira de Nando (a banda que depois se chamaria Os Infernais começou a nascer ali, e o tecladista é parte dela desde então), e o baterista Barrett Martin, ex-Screaming Trees, foi sugestão de Endino:

"Por essas e outras eu achava que tinha que levar o Diogo para lá, e ele realmente chapou naquele ambiente roqueiro."

Ah, então, como o dinheiro dá em árvores, Nando levou quatro marmanjos para um mês de gravações em Seattle.

"É claro que tive que fazer contas", lembra ele. "Estou muito no vermelho, mas não posso me importar tanto com isso. E existem vários atenuantes: gravar um disco nos EUA é mais barato do que no Brasil; o Jack não é um produtor caro... E nós alugamos uma casa, o que é obviamente mais barato do que um hotel no Rio."

Já que a espada estava erguida à beira do Rio Ipiranga, Nando decidiu proclamar sua independência também na distribuição.

"O disco só esta à venda pelo meu site, nandoreis.uol.com.br, a partir desta segunda (24)", anuncia. "Quem quiser pode ir lá ouvir todas as músicas e sugerir um preço. O disco será vendido pela média de valores sugeridos."

Novo álbum
: Sei

A impressão que se tem ao ouvir Sei é a de que Nando Reis viajou cerca de 10 mil km e encontrou José Fernando Gomes dos Reis: estão no disco elementos como a homenagem à mulher (Back in Vânia e Praça da Árvore, para a mãe de quatro de seus cinco filhos, com quem ele se casou pela quarta vez. “Minha certidão de casamento parece um B.O.”, diz), o rock anos 1970 e até o reggae.

"Comprei um DVD, acho que pirata, em que Bob Marley e os Wailers ensaiavam em 1973, e pirei. Isso acabou em Lamento Realengo, que é meio samba, meio reggae. Gravei até com um violão de nylon, não tocava um há 15 anos!."

Sem demonstrar preocupação com a dívida — “se não voltar em dinheiro, volta de outra forma” —, ele sorri para o futuro.

"Nesta segunda o disco sai, o Multishow começa a passar um especial sobre as gravações, e eu e a banda vamos para o estúdio ensaiar, contabiliza. "Pode ser melhor? Ainda participo do show de 30 anos dos Titãs, dia 6 de outubro, em São Paulo. Estou até namorando o baixo...".

Escute o novo álbum Sei aqui.

Fonte: O Globo

Dona Onete esbanja o charme e o feitiço da música paraense



Dona Onete esbanja o charme e o feitiço da música paraense
Primeiro disco da nova estrela da música popular brasileira produzida no Pará, ainda pouco conhecida do restante do país (©reprodução)
A nova estrela da música paraense, Dona Onete, tem 73 anos e acaba de lançar seu primeiro álbum, "Feitiço Caboclo", com todas as canções, autorais. É curioso saber que, mesmo exercendo a profissão há anos, ela nunca conseguira gravar e agora já emplaca pelo menos um sucesso, "Jamburana", que começa com uma risada irresistível e uma letra para lá de sensual e em que lista pratos famosos da culinária local: "O pato no tucupi tem jambú tem jambú / O famoso tacacá tem jambú tem jambú / O arroz paraense tem jambú tem jambú / Caldeirada no Pará tem jambú tem jambú / O vatapá e o caruru a gente enfeita com jambú".
Há quem compare Dona Onete a Omara Portuondo, cantora cubana redescoberta a partir do projeto "Buena Vista Social Club", desenvolvido pelo cineasta Wim Wenders e pelo músico Ry Coode,r em relação à música da ilha caribenha. Porém, nesse caso, a descoberta da cena musical do Pará e da guitarrada local ainda não tem a mesma projeção internacional e nem se trata especificamente de um olhar externo de valorização. Porém, em comum, elas possuem a mesma personalidade marcante na voz, o prazer do canto e o mesmo talento para levar todo mundo a dançar. É o que se sente nas ótimas "Balança crioulo", "Moreno amorenado" e "Lua namoradeira".
A faixa que abre o álbum é "Poder da Sedução", um daqueles bolerões típicos dos anos 70, com direito até a alguns versos recitados: "Quero rever essa mulher / Não sei o seu nome / O seu endereço, o seu telefone / Só sei que um dia eu vou lhe encontrar / Numa noite de luar". Esse clima doce e regional retorna em "Boi guitarreiro", em parceria com o produtor do álbum Marcos André, também responsável pelo arranjo base.
Há ainda a participação especial dos guitarreiros Mestre Vieira, Pio Lobato e Manoel Cordeiro. Aliás, a parte instrumental do álbum é fantástica, como se percebe em "Feitiço caboclo", que trata do pó de tamaquaré, que é um lagarto da Amazônia. As cantoras Gaby Amarantos, Lia Sophia, Luê Soares e Keila Gentil também participam, em "Homenagem aos Orixás" e "Louco desejo".
Há também o irresistível samba eletrônico "Rio de Lágrimas", sucesso nato composto em parceria com Mg. Calitre, que termina com um hip hop: "Quando você me deixou / Eu quase chorei um rio de lágrimas / Descobri que é bobagem / Consegui me levantar / Agora eu sou feliz / Tenho outro amor em seu lugar / Agora vou lhe dizer / É tão diferente de você / Me ofereceu muito amor e eu não vou vacilar". E o faceiro, brejeiro e contagiante "Carimbó chamegado".
A chegada de Dona Onete ao cenário musical fonográfico brasileiro merece ser extremamente comemorada, e o vigor e a energia de suas canções demonstram que a cena musical paraense merece ser vista com bastante atenção, pois é das que esbanjam qualidade em contraste a uma certa pasmaceira que impera na música nacional. É importante, no entanto, respeitar a diversidade da música do estado e não encará-la como um grande tecnobrega, como boa parte da mídia tenta fazer.

sábado, 22 de setembro de 2012

UJS: 28 anos em defesa da juventude, do socialismo e do Brasil.



Era o início da primavera de 1984. O Brasil já amargava 20 anos de ditadura militar, tempos de muita dor, morte, perseguição política e autoritarismo. O regime já caducava, a anistia política em 1979 havia renovado a esperança de liberdade, trouxera de volta ao país centenas de militantes, artistas, intelectuais e lutadores sociais. Mas o povo queria mais: a ditadura perdia força, estava próximo o fim de um longo inverno sombrio e tenebroso. Nas ruas, multidões clamavam pelas “Diretas já” e por liberdade no Brasil. A chegada daquela primavera reascendia o sonho da juventude.
Foi no dia 22 de setembro de 1984 que centenas de jovens vindos de todo o país, desafiaram a repressão e o autoritarismo e se reuniram no plenário da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo para fundar a União da Juventude Socialista.
Com os versos de Castro Alves, eleito ali o patrono da UJS, Aldo Rabelo lia o manifesto “Em defesa da Juventude e do Socialismo” e dava início a uma bela história de rebeldia, combatividade e conquistas: “Somos jovens operários, camponeses, estudantes, artistas e intelectuais. Buscamos o futuro e a liberdade, os direitos que nos são negados, a esperança banida, a vontade subjugada.
 Ousadia para conquistar o voto aos 16 anos e a cara pintada para derrubar o presidente Collorido
 Uma marca que atravessa os 28 anos de existência da UJS é sempre estar ao lado da juventude e do povo brasileiro em suas lutas, abrindo espaço para a conquista do novo. Foi assim que em 1988, durante a Assembleia Nacional Constituinte, a UJS foi protagonista de uma das principais conquistas da juventude: o voto aos 16 anos. Após muita pressão de centenas de jovens que ocupavam as galerias da Câmara Federal, 316 Deputados votaram a favor da medida e apenas 99 contra. Os deputados Hermes Zaneti (PMDB-RS) e Edimilson Valentim (PCdoB-RJ), autores da proposta, abriram uma bandeira do Brasil e outra da UJS. O triunfo fez a entidade não apenas ficar conhecida por milhões de jovens, como também ser reconhecida como a principal responsável por essa conquista.
 Fora Collor
Em 1992, novamente a UJS é essencial para a democracia brasileira. Dessa vez para derrubar Fernando Collor da Presidência, o presidente corrupto. Com participação destacada no movimento estudantil, a UJS aprova nas diretorias da UNE e da UBES o lançamento da campanha “Fora Collor, Impeachment já”. Os estudantes tomam as ruas de todo o país e com a cara pintada são decisivos para a derrubada de Collor.
 Anos 90 – a resistência ao neoliberalismo tucano
 Entre os anos de 1994 e 2002 o Brasil amargou mais um período difícil. Os governos de FHC jogam o país numa profunda crise econômica gerando desemprego e agravando a desigualdade social. As privatizações dilapidaram o patrimônio público e entregaram de mãos beijadas ao capital financeiro mais uma grande parcela das riquezas do povo brasileiro. Atuamos com destaque no Fórum Nacional em Defesa do Trabalho, Terra e Cidadania, nas lutas contra as privatizações das estatais e do desmonte da educação pública.
 Os meninos e o povo no poder
 Em 2002 a UJS ajudou a escrever uma nova página de esperança e conquistas para o povo brasileiro ao participar ativamente da campanha presidencial vitoriosa de Lula. Nos oito anos de governo Lula a juventude reencontrou a esperança de viver num país que pode dar certo. Milhões de empregos foram criados, o Prouni possibilitou o acesso à universidade a mais de um milhão de jovens, e a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil é uma conquista que pode transformar o esporte numa grande ferramenta oportunidades para a juventude.
8 anos de FHC e os 10 anos dos governos de Lula e Dilma
Os processos pelos quais o Brasil passou foram todos acompanhados e defendidos pela UJS. Se o país amargou por oito anos uma política voltada para as elites, sob a péssima administração de FHC e éramos vistos como “vira-latas” diante do mundo, hoje muitas coisas mudaram. Somos um dos países que mais cresce no mundo, a sexta maior economia. O processo que começou em 2002, ao eleger Lula, depois reelegê-lo, e em 2010 proporcionou a eleição de Dilma Roussef é uma das maiores conquistas da UJS e de todo o povo brasileiro.
Do primeiro ano de governo de Fernando Henrique Cardoso até o momento passaram-se 18 anos.
Os últimos 10 anos foram de grandes avanços para o país, entretanto, muitas bandeiras da juventude ainda não foram contempladas, como o investimento efetivo de 10% Pib para educação – o ensino fundamental e médio continuam amargando baixos índices de qualidade – e mesmo a ampliação massiva da universidade pública não foi conquistada. Temos muito orgulho de ter construído o maior programa de democratização do ensino superior – o Prouni -, entretanto, a verdadeira democratização da universidade deve ocorrer com a ampliação das vagas na universidade pública. Passados 10 anos, não aceitamos os argumentos da herança pesada de FHC, a responsabilidade do que não avançou é do presente e não do passado.
UJS nas redes e nas ruas, lutando por um Brasil dos nossos sonhos
Se anteriormente nossas manifestações tomavam conta das ruas, hoje ela se soma as redes.
Este ano, no 16º Congresso Nacional da UJS, conseguimos mobilizar mais de cem mil jovens por todo o Brasil. Sob o tema “Nas Redes e Nas Ruas- Lutando por um Brasil dos nossos sonhos”, expressamos nossa vontade por mudanças duradouras e mais profundas em nosso país e no mundo.

Fonte: ujs.org.br

Na cara dura: apesar da liminar que suspendeu licitação, Prefeitura de Belém abriu a concorrência de R$ 850 milhões para tratamento do lixo e recuperação do Aurá. OAB comunicou o fato à Justiça. Observatório Social de Belém requereu anulação do certame devido a ilegalidades.




Duciomar: licitação de R$ 850 milhões em final de mandato prossegue, apesar da Justiça. (Foto: Diário Online)

 


O Observatório Social de Belém requereu hoje, 20, a anulação da Concorrência Pública 17/2012, para a implantação do Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos da cidade e recuperação do Aurá.

O requerimento, protocolado pela manhã, foi endereçado diretamente ao prefeito Duciomar Costa.

Nele, o Observatório afirma que a licitação descumpriu  pelo menos duas exigências legais.

Uma é a autorização de licitação e aprovação do edital licitatório pelo Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas.

Outra, a realização de audiência pública com antecedência mínima de 10 dias úteis à publicação do edital, conforme previsto na 8666/93, a Lei das Licitações, para certames acima de R$ 150 milhões.

Na licitação para tratamento do lixo de Belém, a estimativa é que o contrato, com vigência de 30 anos e exploração em caráter de exclusividade, venha a consumir mais de R$ 850 milhões.

Irregularidades processuais, como a falta de licenciamento ambiental do projeto e a omissão do valor e duração contratual, em documentos divulgados pela PMB, levaram a empresa Revita Engenharia a ingressar na Justiça.

Na última segunda-feira, o juiz Elder Lisboa, da 1 Vara da Fazenda de Belém, concedeu liminar suspendendo o certame.

Mesmo assim, na manhã de ontem, a Prefeitura abriu a licitação.

De acordo com a ata da sessão, apenas duas empresas estiveram presentes: a Vital Engenharia Ambiental S/A e a S/A Paulista de Construções e Comércio.

A Comissão de Licitação recebeu os documentos de habilitação das duas empresas e suspendeu a sessão, para análise da documentação.

O possível descumprimento da liminar foi comunicado hoje de manhã ao juiz Elder Lisboa pelo advogado José Carlos Lima, que preside a Comissão de Meio Ambiente da seccional paraense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“A Comissão de Meio Ambiente da OAB Pará oficiou ao Dr. Elder Lisboa, informando o descumprimento da decisão judicial, e com a certeza Sua Excelência anulará os procedimentos tomadas pela Comissão Permanente de Licitação e determinará a punição dos infratores, fazendo cumprir a Tutela Antecipada para proteger os interesses da nossa população e do meio ambiente”, escreveu Zé Carlos em seu blog, no qual consta, inclusive, cópia da Ata de abertura do certame.
(http://zecarlosdopv.blogspot.com.br/2012/09/o-destino-do-lixo-de-belem-prefeitura.html#.UFtZDa4luIw).

A liminar de Elder Lisboa  está no site do Tribunal de Justiça do Pará:http://www.tjpa.jus.br/noticias/verNoticia.do?id=4226

O blog da promotora de Justiça Ana Maria Carvalho também registra a decisão:http://sociedadeparaense.blogspot.com.br/2012/09/justica-paraense-suspende-licitacao.html.

No jornal O Liberal de hoje ( página 11 do Caderno Atualidades), a Prefeitura afirma, porém, que já recorreu da liminar e que a licitação pode prosseguir. Clique no quadrinho abaixo para ampliar:
 
Também hoje, o presidente do Observatório Social de Belém, Ivan Silveira da Costa, encaminhou à Perereca da Vizinha cópia do documento em que comunicou diretamente ao prefeito Duciomar Costa a existência de pelo menos duas ilegalidades que exigiriam a imediata anulação do certame.

“A primeira se refere a inexistência de autorização da licitação e aprovação do respectivo edital pelo Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas, previsto na Lei Municipal nº 8847/2011, que até o momento não ainda foi instalado. O segundo ponto foi a não realização de audiência pública obrigatória, prevista na Lei 8.666/93, que antecede à abertura de licitações com valores superiores a 150 milhões de reais”, escreveu Ivan.

Segundo ele, o requerimento, de caráter administrativo, “tem por objetivo dar ciência ao dirigente para adotar, de ofício, as medidas necessárias à anulação do processo licitatório, em razão das irregularidades apontadas”.

Leia aqui a íntegra do documento encaminhado pelo Observatório de Belém ao prefeito Duciomar Costa: https://docs.google.com/open?id=0B8xdLmqNOJ12N01KRWItazgwR0k

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sexta-feira começa a XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, confira a programação.

A cada ano, o evento literário de maior dimensão da Região Norte surpreende pelos números, tanto de público quanto de vendas. De 21 a 30 de setembro, acontece em Belém a 16ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, para a qual são esperados cerca de 450 mil visitantes. Sediada novamente no Hangar- Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a programação reunirá 218 estandes onde estarão representadas 500 editoras e expostos mais de 90 mil livros, e contará com apresentações teatrais, homenagens, gincanas, seminários e debates. O patrono da Feira este ano é o maestro, escritor e compositor santareno Wilson Fonseca, conhecido como Mestre Isoca, que completaria cem anos em 2012.

Além do maestro, a feira homenageará a cultura e literatura lusitana, trazendo escritores portugueses como Lídia Jorge, romancista com livros vendidos em mais de nove países; Gonçalo Tavares, escritor e professor universitário e José Luis Peixoto, narrador e dramaturgo, entre muitos outros convidados.
Durante os nove dias da programação, sempre a partir das 19 horas, haverá o Encontro Literário, onde os convidados conversarão com a plateia e serão mediados por jornalistas, dramaturgos e outros especialistas em literatura. Entre as atrações deste ano estão o escritor Joca Terron, colaborador da Folha de São Paulo e do programa Entrelinhas, da TV Cultura; Martha Medeiros, colunista dos jornais Zero Hora e O Globo, que também participará do Papo Cabeça; o ilustre Luis Fernando Veríssimo, famoso por seus textos de humor; Lucas Figueiredo, reconhecido por ser um dos jornalistas mais premiados do país e o romancista e poeta Ariano Suassuna, arrebatador de grandes plateias.
E das 17h às 18h30, com mediação de Joice Bispo dos Santos, o público poderá acompanhar os lançamentos e conhecer um pouco mais da produção literária regional em bate-papos com os escritores paraenses Pedro Galvão, Alfredo Oliveira, Carlos Correia Santos, Heliana Barriga, Salomão Laredo, Benilton Cruz, Josette Lassance, Jacqueline Darwich, João Carlos Pereira e José Maria Leal.
O público infantil, que também será presenteado com inúmeras atrações, receberá o cartunista Maurício de Sousa, que fará duas sessões de autógrafos e uma palestra no auditório do Hangar, celebrando os 50 anos da Turma da Mônica. As crianças também poderão assistir aos espetáculos “Histórias da Carrocinha” e “A Tecelã”, do grupo teatral Caixa do Elefante, uma companhia cênica de bonecos já prestigiada por todo o país e em vários outros lugares da América e Europa.
A XVI Feira Pan-Amazônica do Livro contou com uma série de eventos preparatórios realizados na capital e no Baixo Amazonas, como forma de divulgar a programação e incentivar o gosto pela literatura principalmente entre os jovens.

Serviço: XVI Feira Pan-Amazônica do Livro. Dia 21 a 30 de setembro, das 10h às 22h – Hangar Centro de Convenções. Entrada franca.

Programação do Evento


Festival da Música Popular Paraense na 4ª edição




Festival da Música Popular Paraense na 4ª edição  (Foto: Daniel Pinto)
Aposta na diversidade é a principal aposta do festival (Foto: Daniel Pinto)
Na noite de hoje, artistas de diferentes épocas, estilos e trajetórias se encontram no palco do 4º Festival de Música Popular Paraense. Com ritmos para todos os gostos, a final do evento apresenta 12 canções de compositores locais - ótima oportunidade para conhecer um pouco mais destes legítimos responsáveis pela ebulição atual da cena musical amazônica. A grande festa acontece a partir das 20h, na sede campestre da Assembleia Paraense, e terá transmissão ao vivo pela RBA TV.
Com chorinho, tecnomelody, samba e pop (entre outras nuances sonoras), a final da competição prometer ter mais cara de confraternização do que qualquer outra coisa. Para os artistas, encontros como estes se traduzem em novas possibilidades de parceria e de crescimento profissional. “Para mim é um orgulho estar entre os finalistas. Ganhando ou não, já é uma experiência incrível que com certeza não iremos esquecer”, afirma Renan Sanches, líder da banda ARK, que estreia no festival com a música “Implora”.

Emoção une novatos e veteranos
E a emoção não é diferente para os veteranos. O compositor Ronaldo Silva venceu a última edição do festival com a música “Pra recordar a Balança”, letra e arranjo feito em conjunto com seu parceiro Allan Carvalho. Agora, retorna à competição com a canção “Choro Fulô”, que será interpretada pela cantora Camila Honda e tocada pelo grupo Charme do Choro. “Ano passado ganhamos o grande prêmio, melhor arranjo e voto popular. Foi uma emoção e tanto. Mesmo assim, sempre dá um friozinho na barriga. Festival é isso, por isso que é bom”.
Toda a ansiedade dos participantes é justificada pelo próprio processo do festival. As eliminatórias aconteceram no final de agosto, em Belém e Marabá. Foram mais de 700 canções inscritas, sendo que somente doze poderiam ir para a grande final. De lá para cá, foi um mês de intensa preparação para os escolhidos. “Depois que soube que minha música ‘Quero Falar’ foi escolhida, a dediquei bastante a isso, trabalhando na divulgação dela já como participante do festival”, conta o compositor Jorginho Gomez, que engrossa o time de finalistas deste ano.
Além de incentivar os participantes a produzirem ainda mais, o festival também premia em dinheiro os vencedores. Na categoria melhor música, há premiação para os três primeiros lugares: R$ 12 mil para o primeiro colocado; R$ 7 mil para o segundo e R$ 5 mil para o terceiro lugar. O melhor intérprete e o melhor arranjo também serão premiados com R$ 2 mil cada um.
Com uma super estrutura de palco e banda base disponível para todos os finalistas, o festival promete ser um show à parte para o público. Foram disponibilizados dez mil convites para a final. Ainda é possível garantir a entrada para esta grande festa. Basta retirar convites nas lojas Tem Classificados e no prédio da RBA.

O rock’n roll vai invadir o palco da Assembleia Paraense na noite de hoje pelas mãos da banda marabaense Prima-Matéria. Eles defendem ‘Pesadelo’, que relata um sonho tão recorrente quanto assustador. “Rolando na cama num sono profundo/ Num pesadelo/ Eu quero acordar/ Me vejo num espelho/ Em cima do muro/ Num precipício/ Não dá pra escapar”, diz um trecho da canção.
A banda Prima-Matéria teve início quando Antônio Cavalcante e Daniel Jorge, já parceiros de outras bandas, se uniram a Vinicius Oliveira há três anos e apostaram em uma formação instrumental básica (guitarra, baixo e bateria), mas de muita consistência sonora. A banda une influências psicodélicas, grunge, progressivo, indie, e musica eletrônica, forjando um estilo próprio bem difícil de rotular.
Dentre as influências musicais do trio, destaque para Radiohead, Audislave, Los Hermanos, Nirvana, Syd Barrett, The Doors, Muse e Franz Ferdinand. Já com algum tempo de estrada a banda já realizou inúmeras apresentações em bares e boates, além de ter participado de vários festivais.
As influências do rock foram inúmeras para o vocalista da Prima-Matéria, que desde a infância já ouvia Beatles e Elvis. Aos 14 anos decidiu aprender a tocar guitarra, e mesmo sem ter um emprego fixo, fazendo “bicos” para juntar dinheiro, logo conseguiu comprar o primeiro instrumento musical, que a partir dali, seria o seu companheiro de vida.

EXPECTATIVA
A noite de hoje reserva muitas surpresas para todos os candidatos. “As expectativas são as melhores possíveis. Só o fato de já estarmos na final é muito importante. Acredito que todos os finalistas também pensam assim, já que o festival dá uma visibilidade para os músicos que é essencial para a carreira”, afirma Antonio, que sabe da responsabilidade de estar concorrendo com músicos mais experientes. “Sei que tem muita gente boa da própria capital concorrendo, mas vamos ver mesmo é o parecer do júri, no final. Fico orgulhoso de ver a outra representante de Marabá, a Nilva Burjack, que tem uma música muito boa concorrendo. Mas isso não nos intimida”.
Fonte:(Diário do Pará)